Mentoria comercial
O processo validado que fecha vendas de alto valor 💸
Metodologias recomendadas.
As 9 etapas não saíram do nada. Duas escolas sustentam o processo inteiro, e entender as duas é o que permite improvisar sem quebrar a consulta.
SPIN Selling
Situação · Problema · Implicação · Necessidade
Criado por Neil Rackham depois de observar 35 mil ligações de venda. A descoberta: em venda complexa, quem apresenta mais vende menos, e quem pergunta melhor vende mais.
- Situação, fatos e contexto. Poucas. Em excesso, viram interrogatório.
- Problema, onde dói. “O que mais te incomoda?”
- Implicação, o que esse problema causa na vida dela. É a que muda a venda.
- Necessidade, faz a própria pessoa dizer o valor de resolver.
NEPQ
Neuro-Emotional Persuasion Questioning
Método de Jeremy Miner. A premissa: pressão gera resistência. Quanto mais você tenta convencer, mais a pessoa se defende. Então em vez de argumentar, você faz perguntas que levam ela a se convencer sozinha.
- Tom neutro e curioso, sem empolgação de vendedor. Empolgação denuncia interesse na venda.
- Perguntas de conexão tiram o foco de você e colocam nela.
- Perguntas de consequência fazem ela verbalizar o custo de não resolver.
- Desapego do resultado. Quem não precisa da venda conduz a conversa.
Empatia tática
Chris Voss · a rotulagem
Método de um ex-negociador de reféns do FBI. A ideia é simples: fazer a pessoa se sentir compreendida antes de tentar convencê-la de alguma coisa.
E existe uma diferença que muda tudo, entre validar e concordar:
“Realmente é um valor alto, eu sei que não é pouco.”
Você deu razão à objeção. Agora o preço virou um problema que os dois concordam que existe.
“Eu entendo. Você tem que se preocupar mesmo com onde investe o seu dinheiro, eu também sou assim.”
Você acolheu a pessoa, não o preço. O cuidado dela virou qualidade, e não obstáculo.
Nas duas você é empática. Só que na segunda a empatia é com ela, e não com a objeção.
Os gatilhos mentais
Robert Cialdini · os seis atalhos
Atalhos de decisão que o cérebro usa para não analisar tudo do zero. Não substituem valor: aceleram uma decisão que já faz sentido.
O cérebro dá mais valor ao que pode acabar. Agenda e condição de verdade limitadas. Prazo inventado que não se cumpre ensina a paciente a nunca mais acreditar em você.
Quem precisa da venda perde poder na conversa. “Se não fizer sentido agora, sem problema” tira a pressão e aumenta o interesse. Quem persegue, afasta.
Diante de especialista, a pessoa terceiriza a decisão. Método próprio, volume de atendimentos, forma outros profissionais. Entra na etapa 6, sempre depois da transparência.
Na dúvida, o cérebro olha o que gente parecida fez. Por isso o caso precisa ser do mesmo perfil: caso de perfil diferente não gera identificação e o gatilho não dispara.
Quem recebe algo de valor sente vontade de retribuir. Análise e orientação de graça no atendimento criam essa dívida. Educar é vender.
Depois de dizer sim a algo pequeno, a pessoa quer se manter coerente. Por isso confirmamos o entendimento antes de recomendar, e perguntamos por opções em vez de sim ou não.
As 9 etapas, na ordem.
Pular uma não acelera a consulta. Só empurra o problema para a etapa seguinte.
1 · Conexão · 3 a 5 min
- "Que bom receber você. Como foi para chegar até aqui?"
- "Antes de falarmos de qualquer procedimento, quero entender você e o que espera desta consulta."
Só o que ela já contou ou publicou, senão parece pesquisa.
2 · Escuta · 5 a 10 min
O que ela busca
- "O que fez você procurar uma avaliação neste momento?"
- "O que mais incomoda você atualmente?"
- "Você já fez algum procedimento antes? Como foi a experiência?"
- "Prefere um resultado mais discreto ou uma mudança mais perceptível?"
Emocionais · escolha duas
- "Há quanto tempo isso incomoda você?"
- "Em quais situações você percebe mais esse incômodo?"
- "Se conseguisse o resultado que deseja, o que mudaria para você?"
- "Por que é importante resolver isso agora?"
Duas ou três bastam. Todas viram interrogatório.
3 · Devolva antes de seguir
- "Então, pelo que entendi, você quer melhorar isso, mas tem receio daquilo, e busca um resultado natural. É isso?"
Sem esta confirmação, a recomendação vira palpite.
4 · Avaliação
- "Vou avaliando e explicando o que observo e quais possibilidades fazem sentido."
- "No seu caso, eu não recomendaria mexer só num ponto, porque deixaria o resultado desequilibrado."
- "Nenhum procedimento é isento de riscos e o resultado varia. Vou explicar benefícios, limites e cuidados."
Dizer o que você não faria é o que mais constrói autoridade.
5 · Plano · e não uma lista
- "Com base no que você me contou e no que observei, preparei uma recomendação para o seu caso."
- "Começaríamos por aqui, porque é o que muda mais o conjunto. Depois avaliamos o que complementar."
- "A intenção é respeitar as suas características, não padronizar o seu rosto."
- "Essa recomendação está alinhada com o que você imaginava?"
6 · Indicação · antes do preço
- "Um tratamento como esse, no final do dia, não é só sobre ficar mais bonita. Às vezes é mais sucesso profissional, é mais felicidade, é sair de uma fase difícil, é um relacionamento mais saudável. Quando eu cuido de você, indiretamente ajudo o mundo a ficar mais bonito e mais saudável."
- "Você conhece alguém que poderia se beneficiar de uma avaliação como essa, pra gente ajudar ela também com esse propósito?"
- "Vou te mandar um oi no seu WhatsApp agora, pode ser durante a consulta mesmo. Chegou? Então vai no +, em contato, e me envia quem você lembrar. Três já é suficiente."
- Manda depois? "Depois você volta pra rotina e isso fica pra trás. Leva menos de um minuto, faz agora?"
- Não lembra? "Pensa em quem já te elogiou o resultado ou te perguntou onde você faz."
- A foto. "Não quero que a abordagem pareça invasiva. Posso fazer uma foto com você dizendo que foi você que enviou o contato?"
7 · As três portas
- 1. "Na sua visão, qual foi o principal diferencial do que eu te apresentei hoje?"
- 2. "Considerando o que te incomoda, o plano que montei resolve o seu problema?"
- 3. "Então só falta o investimento. Posso te explicar como funciona?"
Se a porta 2 vier morna, o problema não é preço. Volte para a escuta.
8 · Investimento
- "Considerando os procedimentos, o acompanhamento e os cuidados incluídos, o investimento é de tanto."
- "Existe uma condição para quem decide ainda na consulta. Ela só faz sentido se você já estiver segura. Quer conhecer?"
9 · Fechamento
- "Entre as opções que expliquei, qual delas faz mais sentido para você?"
- "Para reservar, trabalhamos com um sinal de 10%. Prefere Pix ou cartão?"
Pergunta de escolha, não de sim ou não.
1.Contexto e dor
- O que fez você procurar uma avaliação neste momento?
- O que mais incomoda você atualmente?
- Já tentou resolver isso antes? Como foi a experiência?
- Se continuar assim pelos próximos seis meses, o que acontece?
2.Implicação e desejo
- Há quanto tempo isso incomoda você?
- Em quais situações você percebe mais esse incômodo?
- Como seria o resultado ideal para você?
- Se já estivesse resolvido, o que mudaria na sua vida?
- Isso interfere na sua confiança ou em como você se apresenta?
3.Urgência e prioridade
- De 0 a 10, qual a urgência de resolver isso?
- Por que agora e não daqui a seis meses?
- Toda decisão tem custo de agir e de não agir. Esperando, o que muda para melhor? E o que continua igual?
4.Investimento e valor
- Você busca uma solução que resolva o seu problema ou que caiba no orçamento?
- Tirando o preço, o que mais pesa na sua decisão?
- Quanto custa hoje continuar como está?
- Se fosse só você decidindo, quanto investiria agora?
5.Decisão e fechamento
- Existe algo além do preço que impediria a sua decisão?
- Se a única coisa que te impede for a forma de pagamento, já está resolvido. É só isso mesmo?
- Supondo que a gente encaixe o investimento na sua realidade, você avançaria hoje?
- Entre as opções que expliquei, qual faz mais sentido para você?
6.Objeções comuns
- "Preciso pensar" · O que você precisa avaliar: o procedimento, o investimento, a segurança ou o momento?
- "Está caro" · É comparando com outra proposta, ou acima do que tinha planejado investir?
- "Vou falar com meu marido" · Ele participa da decisão ou também é quem paga?
- "Não consigo pagar tudo" · Reservamos com o sinal de 10% e organizamos o restante até a data. Fica confortável?
- "Já me decepcionei antes" · O que exatamente aconteceu da outra vez?
7.Para se posicionar
- Meu papel aqui não é te vender um procedimento. É te ajudar a investir no que faz sentido para o seu caso, mesmo que a resposta seja esperar.
- Existem propostas que cabem no orçamento e não resolvem, e propostas que resolvem e exigem um ajuste. Qual dos dois erros sairia mais caro?
Analise suas consultas com IA.
Toda avaliação que você grava pode virar texto em um minuto. É o que permite olhar para a consulta de fora, depois que a emoção passou.
Tenha um copiloto comercial.
Com a transcrição na mão, você cola e pergunta. Ele devolve o ponto exato da consulta em que a conversa virou, e o que fazer no próximo contato.
As quatro perguntas que resolvem o dia
Deixe ligado o Usar dados da empresa. É isso que faz o Harvey responder com os seus procedimentos e os seus valores, em vez de falar de clínica genérica.
Uma consulta por semana, revisada.
Não dá para revisar todas, e não precisa. Escolha uma por semana, de preferência uma que você perdeu.
O próximo passo
Quer isso rodando na sua clínica?
A gente faz um diagnóstico gratuito da sua operação e mostra onde estão os furos, do anúncio ao fechamento.
Falar comigo no WhatsAppSem compromisso. Se não fizer sentido para o momento da sua clínica, eu falo isso na hora.